• Raquel

Atrevo-me a contar-vos a receita da amizade

Não sei quanto a vocês, mas eu sou muito de pessoas. Não sei nem consigo ser feliz sozinha. E já que nos dias de hoje se fala tanto de amor próprio, digo-vos que, para mim, que sou uma defensora do amor que nos devemos ter, o amor ao outro deveria ser tão importante como este. E não vos falo do amor da nossa vida, que desse já vos falei e não sei eu começar a falar dele sem parar.

Falo do amor da amizade. Existem amizades duma vida, amizades de um ou dois anos e que sabemos que são para uma vida, amizades de minutos que ficam para a vida. Já repararam nas vezes em que repeti a palavra vida? Não foi por acaso. Nada é. Na verdade, são as relações construídas com base no amor que nos movem e que se transformam no combustível de viagem necessário ao longo deste caminho que vamos percorrendo.

Mas existirá uma receita para a amizade?

A minha resposta imediata seria: Não. Para mim a melhor receita de amizade é construí-la com base no afeto e intimidade que podemos ter com alguém. Mas tal como um bolo que precisa dos ingredientes certos e necessários, uma amizade também se cozinha assim. Todas as minhas amizades têm como ingrediente principal a confiança. E cada uma à sua maneira tem um travo a uma especiaria diferente que me faz envolvê-la numa direção muito específica. Mais do que quebrar qualquer mal entendido que possa existir, acho essencialmente importante tentar sempre dissolver o que pode não fazer crescer aquilo que se pode tornar numa bela história de amigos.

Em qualquer amizade que exista, a troca de palavras acesas e o mais pequeno dos amuos existirá, mas será isso capaz de prevalecer sobre os restantes sabores que podemos ter vivido? O sabor a histórias malucas que só nos sabemos, o sabor à alegria espelhada nos olhos, o sabor agridoce da partilha de uma tristeza e ao mesmo tempo o reconforto que encontramos quando a partilhamos.

E misturamos os sorrisos sem fim, as noites quentes de temperatura mas também de afeto e alegria, os dias de aventura e as partilhas de uma vida. Levamos tudo isto ao aconchego dos nossos corações. Polvilhamos com todas as esperanças que temos de que ela se mantenha até ao fim, que seja para sempre. Às vezes é, outras vezes não. Às vezes retiramos lições de amor, outras vez apenas queremos desligar da dor.



A verdade é que todos passam pela nossa vida por uma razão, seja ela qual for. E percebemos que existem mesmo pessoas do bem, que fazem deste Mundo um lugar melhor. E por muito que nos seja difícil deixar de conviver assiduamente com alguém que já nos deu tanto. É sempre hora de os deixarmos ir. De os deixarmos voar. E por muito que o egoísmo nos abale e apenas pensemos nas horas de conversa, gargalhadas boas e sorrisos abertos que vamos perder, o amor tem que prevalecer e devemos pensar no bem que a mudança fará. No brilho que poderá existir nesta mudança. E acreditem que há pessoas vagalume que não são ensinadas a brilhar, brilham por si só e irão brilhar em qualquer parte do Mundo.


É deixar o amor crescer mais e esperar que nenhuma amizade se perca do seu caminho qualquer que seja o rumo que podemos tomar. É deixar que o outro seja feliz em qualquer parte do Mundo e desejar que a magia aconteça - que a nossa amizade possa sempre ter o sabor a bolo de cenoura com travo a canela e cobertura de chocolate.


Raquel.


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A(trevo)-me

O A(trevo)-me foi idealizado com o intuito de inspirar o outro. É sobretudo um desabafo em forma de palavras, que não se deixaram ficar só num caderno no canto da secretária.

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